Teste polêmico com CBD da Hemp Meds não estava certo, segundo dono do laboratório responsável

Uma polêmica envolvendo a Hemp Meds, principal fornecedor de CBD para as famílias do Brasil, diz que os produtos desse fabricante contêm metais pesados. Agora, o pivô da polêmica desmente o principal argumento contra o fabricante.

A acusação, publicada em um dossiê do grupo Project CBD, se baseava num teste feito pelo laboratório americano Stewart Environmental. A Medical Marijuana Inc., dona da Hemp Meds, processou o laboratório por perjúrio. O pedido de indenização, de 100 milhões de dólares, é o primeiro grande processo envolvendo a indústria da maconha medicinal.

Em juízo, o dono do laboratório, David Stewart, admitiu sob juramento que o resultado citado na matéria era um exame preliminar, sem contraprova ou controle de qualidade. O laboratório também informou que resultado final do teste indicava níveis de metais pesados dentro dos limites tolerados.

O dono do laboratório também disse que recebeu a amostra do autor da reportagem, e não do fabricante. E que o resultado final – ignorado no dossiê – foi fornecido um dia depois do resultado preliminar. Ele explica em seu depoimento que o resultado preliminar não corrige interferências na leitura e que, por isso, é comum apresentar falsos positivos.

A informação é especialmente útil para pais que estão usando – ou que deixaram de usar – produtos da HempMeds para tratar seus filhos com epilepsia.

Essa notícia não foi publicada no Brasil, mas teve repercussão em blogs canábicos dos EUA, como estes (em inglês): 1, 2, 3 e 4.

Leia a íntegra da declaração de David Stewart aqui (em inglês).

A briga entre a Hemp Meds e o Project CBD não termina por aqui e provavelmente terá novos capítulos. Esta mesma novela ainda pode ter novos desdobramentos.

O que se pode concluir até agora é que, misturado a tantos interesses econômicos, há muito mais coisas entre o céu e a terra do que se diz por aí no Facebook.

 

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5 respostas para Teste polêmico com CBD da Hemp Meds não estava certo, segundo dono do laboratório responsável

  1. mandalani disse:

    O segundo resultado foi citado sim no dossie… Os pesquisadores foram factuais e narraram os acontecimentos: a amostra duvidosa foi entregue no laboratório, um resultado negativo saiu, incluindo presença de um solvente químico que pode causar cólicas. O teste foi repetido e dessa vez veio dentro dos conformes. Os pesquisadores do project CBD questionam as razões pelas quais o mesmo cientista fez o segundo teste depois de ter errado no primeiro, em vez de seguir o protocolo laboratorial de que outra pessoa deveria testar a amostra nesse caso.

  2. Maria Stela de Figueiredo Avelar disse:

    É um absurdo o que se faz POR LUCRO, contra a vida e esperança de pessoas que merecem no mínimo viverem com dignidade! Insisto: as pessoas devem ter o direito de escolher o melhor medicamento, ter o direito de fabricarem o seu CBD!

    • tarsoaraujo disse:

      Exato, Maria Estela. Eu defendo que as pessoas tem que ter o direito de plantarem sua cannabis, se assim quiserem, e seja para o que for. Ao mesmo tempo, as pessoas têm que ter o direito de comprar seus remédios, seja de um produtor de cannabis, seja de uma indústria. Precisamos de opções, informações sobre elas, e acesso. Assim, cada um faz o que achar melhor, segundo seus valores pessoais e possibilidades econômicas. 😉
      Mas uma observação: fabricar seu próprio extrato de CBD, com concentração conhecida e suficiente para eficácia terapêutica, pode ser um desafio e tanto.

  3. Lucciano disse:

    Mandalani,
    Não existe teste 1 e teste 2. Tudo faz parte do mesmo teste. Para se chegar em um resultado final tem que se fazer as preliminares que é introduzir metais pesados na amostra do produto. Depois, a amostra deve ser tratada com ácido nítrico e ácido clorídrico – “wet ashing”. Além disso, o dono do laboratório deixa claro dizendo que “os resultados referentes aos compostos orgânicos voláteis não foram incluídos no relatório preliminar”. Falar em segundo resultado é mais uma forma dos “pesquisadores”do Project CBD tentar desclassificar a marca e desta vez o laboratório. Jason era um ex-funcionário descontente de uma das empresas da Medical Marijuana. Interessante também que logo após os autores do Project CBD criarem o falso relatório, eles criam seu próprio produto para competir com o RSHO. O processo não é em vão.

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