Ônibus, corrupção e bilionários – perguntas que não querem calar

Hoje faço uma pausa no assunto drogas, propriamente dito, para falar dessa outra “droga” que é o transporte coletivo paulistano (brasileiro?) e a corrupção do serviço público. Já que estamos em tempo de protestar por um transporte decente, fiz uma listinha de perguntas que seria legal apurar. Sugestões de pauta para os colegas da imprensa diária.

Porque não basta baixar o preço da passagem. É preciso aproveitar a ocasião para fazer uma devassa no serviço de transporte público de São Paulo, em busca de transparência total, busca de eficiência e metas de qualidade.

As perguntas que não querem calar

Quem são os donos das empresas de ônibus de São Paulo e como eles vivem?
– Qual o total de doações de campanha feitas por estes empresários e suas empresas de ônibus nas últimas eleições municipais?
– Concessão pública prevê, por lei, avaliações sobre a qualidade do serviço prestado. Quais os critérios de avaliação usados hoje em dia, e como as empresas os têm cumprido, ou não?
– Como é a planilha de custos das empresas de ônibus – quanto se gasta com cada coisa numa empresa de dessas em São Paulo? Nada de percentuais. Vejamos o preço declarado de cada pneu, do litro de diesel, de lubrificante, de peças, de “outros”. É compatível com os valores de mercado?
– Quais as associações e o histórico das empresas que participam da licitação que em julho vai definir quem explora o transporte coletivo de São Paulo nos próximos 15 anos, com contratos que totalizam 46 bilhões de dólares?
– Há indícios de “caixa dois” nas contas destas empresas de ônibus? O faturamento declarado à prefeitura (para justificar aumentos e contabilizar subsídios) é o mesmo declarado aos bancos (para pedidos de empréstimo)?
– Qual a origem da riqueza da família Constantino, que chegou a ter bilionários na lista da Forbes e comprou a Gol com dinheiro ganho na exploração do transporte público de São Paulo? O patriarca, Nenê Constantino, foi acusado de pagar propina a Joaquim Roriz – não é uma informação relevante sobre quem comanda as empresas que oferecem o péssimo serviço prestado em São Paulo?
Quer saber mais sobre as relações espúrias de Nenê Constantino com o cartel do transporte público em Brasília? Leia aqui nesta matéria de 2007 e veja aqui nesta matéria de abril como ele continua tentando burlar licitações para cartelizar o transporte público.
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