A Guerra às Drogas no México – o papel americano e o problema mexicano

Ontem, a Rebeca Lerer, uma das fundadoras da rede Pense Livre, postou em seu Face o link de um vídeo bem legal. Ele explica de modo  sucinto e esclarecedor os bastidores da guerra às drogas, com a história recente do México como exemplo.

Por bastidores, entenda-se “efeitos colaterais indesejados” ou “pimenta no cu dos outros é refresco”.

No Almanaque das Drogas, falo bastante sobre o caso do México. É uma excelente metáfora de como a guerra só produz mais guerra, sempre com prejuízo para países e comunidades pobres. E ao mesmo tempo sem benefícios para ninguém, mesmo para os países e classes mais ricas, que patrocinam essa que é uma das políticas globais mais fracassadas, injustas e desumanas que existem.

O vídeo é bem legal. Pelo visual, pela objetividade e pela clareza. Só não é mais claro, porque nem todo brasileiro entende o texto em inglês. Então traduzi a locução aqui embaixo do vídeo para quem precisar.

Vejam o vídeo. Leiam o texto. Compartilhem a informação. É muito importante que muita gente saiba que é assim que as coisas funcionam.


A violência dos cartéis de drogas mexicanos

Esta é Maria Elizabete Macias Castro. Ela foi decapitada por usar redes sociais para relatar as atividades de cartéis de drogas.

Sua cabeça foi exposta em uma movimentada praça pública, como exemplo para os outros.

Atos horrendos como esse se tornaram uma realidade comum ao longo da fronteira dos EUA com o México.

Em 2006, o México declarou guerra aos cartéis. Nos anos seguintes, a violência aumentou dramaticamente, deixando cerca de 60 mil pessoas mortas, incluindo 67 jornalistas, 3.500 policiais e 1000 crianças.

A violência forçou o êxodo de 1,6 milhões de pessoas, das quais muitas foram obrigadas a deixar seus pertences para trás.

Quantos americanos compram essa história como se fosse um problema do México… Mas os Estados Unidos desempenham um papel importante na escalada do conflito.

Os EUA são os maiores consumidores de narcóticos do mundo, criando um mercado de drogas mexicano de valor estimado em 18 a 39 bilhões de dólares por ano.

Os EUA desempenharam um papel crucial nos dois lados da guerra mexicana. De um lado, deram 1,4 bilhões de dólares em ajuda para os militares mexicanos.

Do outro, leis de armas permissivas dos americanos tornaram fácil para os cartéis mexicanos produzir armas que são ilegais no México.

Já passou da hora de os EUA assumirem responsabilidade por seu papel em financiar e municiar uma guerra que tem aumentado a violência, ao mesmo tempo que falha em reduzir o fluxo de narcóticos.

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