ILEGAL – Uma semana de campanha no ar

Essa foi uma semana muito importante. Em janeiro, apurando uma reportagem do especial sobre maconha da Superinteressante, conheci a história da Katiele e sua luta para dar canabidiol (CBD) à sua filhota Anny, que tem CDKL5, síndrome que causa uma epilepsia grave e sem cura. O derivado de cannabis reduz o número de convulsões da pequena, de 60 por semana para nenhuma. Era uma luta complicada, porque a substância é proibida no Brasil, apesar de seu único efeito colateral ser a sonolência – fichinha perto de tudo que se prescreve atualmente para epilepsia. O CBD não dá nem o barato típico da maconha, que é causado pelo THC. Naquele telefonema com a Katiele, prometi para mim mesmo que tornaria essa injustiça conhecida no país inteiro. Ou que pelo menos tentaria. Felizmente, está dando certo.

Quinta-feira passada, eu e meus amigos da 3FilmGroup.tv lançamos o filme ILEGAL e a campanha Repense. No dia seguinte, os principais portais do Brasil estamparam a história com destaque em suas homes. A Marie Claire fez uma matéria muito legal, e antes ainda a editoria de saúde do UOL apresentou a história. No domingo, o Fantástico botou a história na boca do povo. Antes mesmo de a Globo exibir a matéria, no domingo, tínhamos atingido 50% da meta de financiamento no Catarse. Na terça, pela manhã, chegamos aos 100%. E a história continua se espalhando, graças à colaboração de um monte de gente que está compartilhando o vídeo na internet, via e-mails e Facebook. Dizer obrigado virou um cacoete, nos últimos sete dias. Obrigado.

A gente está muito feliz e sentindo uma baita sensação de dever cumprido. Afinal, conseguimos tirar do armário um debate muito importante: a maconha pode ser remédio, esse medicamento pode trazer qualidade de vida para milhões de brasileiros e precisamos falar sobre isso urgentemente. Não podemos fechar os olhos para a discussão sobre a cannabis medicinal.

Mas isso é só o começo da história. Nada foi feito nem conquistado para facilitar o acesso ao CBD para centenas de milhares de crianças e adultos que têm epilepsia. E muito menos foi feito ou dito sobre o que a Cannabis sativa, em si, e outros derivados da planta podem fazer pela saúde de milhões de pessoas que têm dores crônicas, esclerose múltipla ou que fazem quimioterapia – só para citar as aplicações medicinais mais comuns da maconha.

Então nos ajude a compartilhar o filme Ilegal e a campanha Repense. Quanto mais views e quanto mais dinheiro juntarmos no Catarse, maior será o nível de informação e de debate sobre esse assunto no Brasil.

E faça figas. Temos fé de que ainda vêm boas notícias por aí. E de que elas virão em breve.

Obrigado, para não perder o costume.

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