Tiro que matou Pablo Escobar há 20 anos foi mais um que saiu pela culatra na Guerra às Drogas

Pablo Escobar no registro de sua primeira e única prisão por tráfico de cocaína, em 1976.  Ele tinha tanta certeza de que não ia dar em nada que sorriu para a câmera. E não deu mesmo: pagou o juiz e foi pra casa. Escobar ainda zombaria das polícias da Colômbia e dos EUA por quase duas décadas.

Pablo Escobar no registro de sua primeira e única prisão por tráfico de cocaína, em 1976. O traficante tinha tanta certeza da impunidade que sorriu para a câmera. Ele comprou o juiz e foi para casa. Escobar ainda zombaria das polícias da Colômbia e dos EUA por quase duas décadas.

“Eram três horas da tarde de 2 de dezembro de 1993. Sobre um telhado na cidade de Medellín, o grupo de homens armados posava para uma foto ao redor da caça recém-abatida. Jazia aos seus pés a presa mais poderosa que a guerra às drogas já conhecera: Pablo Escobar, o traficante que fez da cocaína um dos negócios mais lucrativos do mundo. Em pouco mais de duas décadas de atividade, o colombiano exportou centenas de toneladas de pó para os Estados Unidos e submeteu o governo de seu país a uma longa temporada de terror e humilhação. Assassinou dezenas de milhares de pessoas e tornou-se um exemplo seguido por legiões de criminosos no mercado que “el patrón” ajudou a ampliar e consolidar. Depois de uma longa caçada, ele estava morto. Uma batalha fora vencida, mas a guerra contra as drogas continuaria longe do fim.”

Esse é o comecinho da reportagem de capa que fiz para a edição de hoje do caderno EU e Fim de Semana, do jornal Valor Econômico. Desde o começo do ano, queria muito contar um pouco da incrível história do maior traficante de todos os tempos – e de como matá-lo não serviu para diminuir o tráfico de cocaína e ainda piorou a situação das drogas na América Latina. O editor Robinson Borges felizmente comprou a ideia e aqui está ela, numa longa reportagem.

Entre as pessoas com quem conversei sobre o assunto, estão César Gavíria – que era presidente da Colômbia na época e hoje defende a descriminalização e a legalização da maconha – e Javier Peña, agente especial da Drug Enforcement Administration, que ajudou na caçada fazendo a ligação entre policiais americanos e colombianos.

Na semana dos 20 anos da morte, vou publicar aqui no blog uma minissérie biográfica sobre este gênio do mal, que fez da cocaína uma das commodities mais preciosas do mundo contemporâneo. Com fotos, entrevistas inéditas e diversas curiosidades.

Enquanto isso, confiram a matéria do Valor Econômico. 😉

 

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