Os traficantes malvados e a cerveja de milho

Já provou cerveja de milho? Se você já bebeu Bohemia, Skol, Antarctica ou Nova Schin, por exemplo, a resposta é sim. Todas elas levam na sua receita até 45% de milho – substituto barato da cevada maltada, ingrediente da receita original desta nobre bebida. Já se sabe dessa malandragem pelo menos desde o ano passado, quando uma pesquisa da USP e da Unicamp analisou as cervejas brasileiras e constatou que as cervejarias nacionais usam nos seus produtos quase 45% de milho, limite máximo permitido por lei. A novidade, noticiada pela Folha, é que as cervejarias estão batalhando para colocar ainda mais milho na sua cerveja – até 50%. Seria a verdadeira cerveja de maizena.

A cerveja é a bebida mais antiga que a humanidade produziu. E ela sempre foi feita de cevada, primeiro cereal que o homem plantou e colheu. E esse pioneirismo do grão talvez não seja coincidência – estudiosos da revolução do neolítico (período em que desenvolvemos a agricultura, há de 10 mil anos), consideram a hipótese de o homem ter desenvolvido as primeiras técnicas agrícolas justamente para fabricar cerveja. Se você leu o Almanaque das Drogas, já sabe disso. Na era medieval, a Europa começou a ter problema de intoxicação por causa de cervejas feitas com ingredientes duvidosos e monges alemães que fabricavam cerveja baixaram um decreto com os ingredientes essenciais e obrigatórios da cerveja – e lá estava o malte de cevada como único grão aceito. É dele que vem o açúcar que as leveduras usam na fermentação para produzir álcool e gás carbônico. Quando se muda o grão que as leveduras “comem”, muda também o sabor do produto final.

Os mestres cervejeiros daqui apelam para essa mistura porque a produção de cevada brasileira é pequena, e nosso know how sobre o processo de maltagem é baixo. Então praticamente todo malte usado em nossas cervejas é importado e, logo, caro. Então eles colocam milho para deixar a cerveja mais barata. Uma grande sacanagem com o consumidor. Porque cerveja com mais milho é menos cerveja. Não tem saída, ela fica diferente mesmo. Só não dá para dizer que fica pior porque tem gosto para tudo – quem sabe você não gosta mesmo é do fermentado de milho?

A sacanagem é ainda mais cruel se levarmos em conta algumas questões econômicas. A primeira é que já pagamos um preço absurdamente caro por uma garrafa de cerveja. Em São Paulo e Rio de Janeiro não é difícil achar um bar que venda 600 ml por R$ 8. A outra questão é que a Ambev, produtora das marcas mais vendidas do país, é dona da 4a maior margem de lucro sobre a venda entre as empresas brasileiras. De cada R$ 100 vendidos pela cervejeira, R$ 49,80 é lucro.*

Isso quer dizer que eles não precisam piorar a cerveja para manter seu negócio lucrativo. Os donos da Ambev são os homens mais ricos do país – Jorge Paulo Leman, sócio majoritário, tem uma fortuna de R$ 38 bilhões. Esses comerciantes de drogas poderiam ganhar um pouquinho menos por garrafa para manter nossa cerveja ruim como já é. Não precisava piorá-la. Mas eles preferem fazer isso a ganhar alguns centavos a menos. E ainda acham que só os fabricantes de drogas ilícitas é que são malvados e gananciosos, capazes de “malhar” seus produtos.

***

Agora que você sabe dessa história, confira as cervejas brasileiras feitas com malte de verdade.

CERVEJA_DE_VERDADE

*Fonte: Revista Exame, Melhores e Maiores, edição 2013, julho.

Sobre Tarso Araujo

Jornalista e documentarista, é autor do livro [link=https://almanaquedasdrogas.com/sobre-o-livro] Almanaque das Drogas[/link], sobre a história, a ciência, a economia e política das substâncias psicoativas, e codiretor do documentário Ilegal, sobre a luta pelo uso medicinal da maconha no Brasil.
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189 respostas para Os traficantes malvados e a cerveja de milho

  1. ViniPC disse:

    Quem tem intolerancia ao gluten agradece!!

    • tarsoaraujo disse:

      Vini, pior que não adianta, porque os 55% (que talvez se tornem 50%) de malte de cevada ainda detonam o intestino dos celíacos. Mas se é o seu caso ou de algum amigo, dá uma olhada nesse link lusitano, com uma lista de cervejas sem glúten lá no final. A maioria é importada, mas algumas estão disponíveis no Brasil. Se não me engano, a Estrella Damm, que chegou no Brasil há pouco, tem uma variedade sem glúten. Vale conferir. 😉

      • ViniPC disse:

        Valeu mesmo pela dica, mais são caras demais…
        Eu fiz esse comentario pq passei muito mal por tres vezes após comer macarrão (duas) e pão integral (uma), os sintomas foram muito parecidos e eu comecei a desconfiar do glutem, sempre comi, sempre com a mesma forma de pepraro e de repente comecei a passar mal quando comia…
        Adoro uma antartica gelada e resolvi fazer o teste, enchi a cara tres dias depois de ter melhorado de uma crise sinistra e muito dolorida e não senti nada…
        Não lembro onde mais andei lendo por ai q mesmo tendo alergia ao gluten algumas pessoas suportam sem problemas uma pequena quatidade (ppm) de gluten…
        Ai quando me deparei com esse artigo comecei a achar que por ter menos cevada e mais milho ou arroz pode ser que faça menos mal…
        Ainda não fiz o diagnostico, essa foi oq eu percebi, sempre me alimentei mal e sempre a base de farinha, oq já é um passo pra desenvolver a alergia, somando isso aos sintomas semelhantes e ao fato de sempre ser apos a ingestão do gluten pra mim ficou bem claro, mais vai saber….

      • Porks disse:

        Essa Estrella Damm é realmente muito boa. Principalmente a ‘Estrella Damm Inedit’, mas acho que a sem glutén é a ‘Estrella Damm Daura’

    • Luiz Meira disse:

      Olá Vini,

      A intolerância do celíaco é contra proteínas estranhas,
      onde o triticale assumiu o papel de incriminar o trigo durante a história.

      Agora com outros cereais modificados e enzimas modificadas o cerco aperta-se, pois além do malte é preciso conferir o fermento.

      Aqui é importante lembrar que a Heineken não contém grãos transgênicos ou fermentos enzimas) transgênicos.
      O mais significativo está sendo a monitoração de clientes alérgicos que não apresentam sintomas clínicos ou sinais laboratoriais após o contato com Heineken. Enquanto que mesmo os não alérgicos estão descrevendo cada vez mais intolerância às outras cervejas.
      http://luizmeira.com/enzimas.htm

  2. Villa disse:

    muito boa matéria… mas a grande maioria dos consumidores brasileiros tomam cerveja para encher a cara e não para degustar ou se alimentar…

  3. Mateus Avila disse:

    Me preocupou não ver a Budweiser na lista das puro malte :/

  4. BetoGrangeia disse:

    Hidromel, bebida fermentada a base de mel, é mais antiga que a cerveja. Enquanto a cerveja tem suas origens em 6000ac, o hidromel é datado de 3000 anos antes.

  5. Ricardo Marinho disse:

    A lista de fabricantes de cervejas nacionais é bem mais extensa e mais interessante. Temos ainda a Bodebrown ***, Morada e Cia Etílica ***, Diabólica, Backer, Dama Bier, 2 Cabeças, Moagem, Amazon Bier, dentre outras.

    Vale a pena conhecer nossas cervejas de verdade!.

    Abraço,

    *** Extremamente boas.

    • tarsoaraujo disse:

      Ei, Ricardo, boas dicas. Também são todas puro malte? Essas não entraram no estudo que mediu a fração de milho, provavelmente por serem feitas em quantidades menores, com distribuição muito restrita.

      • Alan Cólen disse:

        Praticamente todas as artesanais no Brasil são puro malte. Geralmente elas abominam o uso de milho ou arroz na cerveja. Existem muitas além dessas que você e o Ricardo disseram. No maior portal de avaliações de cerveja do Brasil, atualmente tem mais de 1000 rótulos brasileiros: http://www.brejas.com.br/cervejas/brasil/

    • Fabio disse:

      Completando a informação, não tenho notícia de cerveja artesanal que utilize cereais não maltados (milho ou arroz) nas suas receitas, portanto, TODAS as cervejas artesanais brasileiras são puro malte, a lista é muito, mas muito maior.

      • Fernando MDB disse:

        A Dado Bier Lager leva cereais não maltados. Algumas microcervejarias podem utilizar não malteados, os rótulos podem levar a inscrição artesanal, mas ainda assim serem boas cervejas. O caso é o seguinte gente, o cervejeiro pode utilizar cevada não malteada, por exemplo, mas em quantidades suficientes para reproduzir alguns estilos. As cervejas de trigo levam malte de trigo e de cevada.
        A sacanagem das ambeves é a utilização em grande quantidade do milho e ainda do arroz, porque esse é inclusive mais barato que o milho. O milho produz 80% mais álcool do que a cevada, isso aumenta o apelo econômico e a ganância. Então se vocês estavam putos com os 50% de milho , calculem que dos 4,8% de álcool da sua ambeve, 3% são álcool de milho e apenas 1,8% de cevada.
        Quem tem dúvida se o que bebe é um lixo faz o seguinte teste. Abre uma lata de milho em conserva, cheira aquela água, dá um golinho. Depois coloca uma ambeve sem estar muito gelada no copo, dá um golinho e deixa um pouco na boca. No final o gosto da cerveja vai lembrar o gosto metálico de água de milho em conserva.

      • Julian disse:

        É que este post só faz sentido quando se fala de cerveja LAGER, e do tipo PILSEN. As cervejas ALE são mais artesanais. Embora grande parte segue uma tendência ou uma fórmula de uma escola cervejera, existem muitas feitas ”na garagem”, e nesse sentido tudo vale! (pulpas, cascas, ervas, grãos…)

        O que está errado é vender uma LAGER PILSEN ruim a preço de PREMIUM. Aí não hein!

    • Julia disse:

      Diabólica, cerveja artesanal desenvolvida e fabricada em Curitiba. Uma das melhores IPA’s que já tomei. Vale a pena experimentar!

  6. Fadecerveja disse:

    A melhor é a Urbana, de São Paulo

  7. Víctor Morera disse:

    E a Bud? Acredito que somente a original deve ser puro malte. Acho que essa que se alastrou pelo Brasil deve ter milho também…
    Alguém sabe me dizer?

    • Ériton Soares disse:

      Original somente a Bud da Republica Tcheca, aqui vendida como Czechvar, a americana segue o mesmo padrão de milho das nacionais.

    • Fernando MDB disse:

      Budweiser é igual brahma. O estilo american ligth lager é esse da grandes cervejarias. Qualquer cereja americana de massa é puro milho. Quando trouxeram a bud (que inclusive meteu a mão num nome de cerveja tcheca…) para o Brasil chamando de cerveja premium, só fizeram isso porque os brasileiros ainda não sabem da sacanagem.

    • José Henrique Casselli disse:

      A LÁ DE FORA TAMBEM É LIXO, OU MIJO, IGUAL À (S) NOSSA (S)!!! É PURO MARKETING. NÃO SE ESQUEÇA DE QUE QUEM A ESTÁ INTRODUZINDO AQUI É A AMBEV COM A FIFA PARA SER A CERVEJA DA COPA. NÃO ENTRA NESSA, APURE O PALADAR, TOME AO MENOS UMA HEINEKEN. NÃO SE ESQUEÇA QUE OS EUA SÃO O PAÍS QUE DERAM INÍCIO NA DÉCADA DE 70 À RECUPERAÇÃO DA CERVEJA ARTESANAL E HOJE LÁ, COMO NA ALEMANHA, É CADA VEZ MAIS CRESCENTE A PRODUÇÃO CERVEJEIRA ARTESANAL.

      JOSÉ HENRIQUE

    • rubens disse:

      Nenhuma cerveja da Ambev é puro malte, nem bud, nem stella, nem original. Duvidas? Leia o rótulo. Todas possuem cereais não maltados.

    • Renato Friedman disse:

      A budweiser nunca foi puro malte, muito menos cerveja de verdade… ela é feita de arroz. Na propria lata tá escrito isso. Tanto lá fora quanto aqui

    • A original também não é puro malte.
      A não ser que você esteja falando de uma marca da República Tcheca também chamada Budweiser. Essa sim é puro malte.

    • jrbarbassa disse:

      Amigo, respondi pra outro cara aqui mas vai pra você também: a Budweiser se orgulha de usar por volta de 30% de arroz na fórmula! Tem “rice” estampado descaradamente no rótulo, sinto informar mas ela nunca foi puro malte, nem na gringa…rs.

    • Julian disse:

      A Bud é triste… para fazê-la mais competitiva (barata) os caras usam excessivas quantidades de arroz, que também não adiciona gostos ou cheiros, mas tira qualidade!

    • Marcio Souza disse:

      A receita da Bud é baseada em arroz. A quantidade de malte de cevada deve ser no nível de uma milho-beer da Ambev (no máximo 55%). Igualmente sacana.

  8. Alberto disse:

    Essa lista é bem reduzida. Creio que ainda faltam algumas aí, mas provavelmente não estão na lista pois são de microcervejarias. E aí é um ótimo lugar para procurar boas cervejas.

    Outro fator que pode ter deixado a lista mais é que ela foca apenas em cervejas de cevada. Temos ótimos cervejas que são feitas de trigo também, por exemplo.

    De qualquer maneira, sempre que for pegar uma cerveja que não conhece, é só olhar a lista dos ingredientes. Se houver “cereais não maltados”, é sinal de que tem milho.

  9. Chris disse:

    Cervejaria Rasen Bier de Gramado segue a Lei da pureza alemã, agua malte e cevada

  10. Cláudia disse:

    Faltou a Coruja, gostaria de saber, mas acho que ela é das boas.

  11. Silva disse:

    heineken também é da ambev e é puro malte. (y)

  12. Vini disse:

    Lista pequena… o que mais tem hoje é cerveja artesanal nacional!

  13. Javan disse:

    “Jorge Paulo Leman, sócio majoritário, tem uma fortuna de R$ 38 bilhões. Esses comerciantes de drogas poderiam ganhar um pouquinho menos por garrafa para manter nossa cerveja ruim como já é.”

    Isso é piada? Se podemos tomar cerveja barata no brasil é graças ao “barão da droga”, Jorge Paulo Leman. O mercado vai testando a tolerância do consumidor. Se a cerveja tem 45% de milho na composição e ainda sim as pessoas continuam consumindo, é porque estão satisfeitas ou não entendem nada de cerveja. Ou os dois. Caso contrário, se o consumidor tivesse preferencia por puro-malte, essas seriam produzidas em larga escala e teriam o preço reduzido. Qualidade se alcança através de preferência, não canetaço. Luta digna seria pedir uma redução dos impostos (mais de 50%) que incidem sobre a cerveja.

    • Jacques disse:

      Redução de impostos sobre bebida alcoólica é impossível aqui e em qualquer outro país. Proporcionalmente nós pagamos menos impostos nesse item de consumo que o restante do mundo. É uma forma de controlar o consumo por se tratar de uma droga lícita: pelo bolso.
      Mas concordo com o restante do comentário. Em tempo: não sou abstêmio. Sou daqueles que só não bebe acetona para não tirar o esmalte do dente…ahah

    • babete disse:

      a cerveja é barata por termos monópolio? acho que vc está enganado, caro amigo. no Brasil vale a máxima do menor custo e lucro máximo, não interessa o que as pessoas gostam.

    • Amigo, a verdade é que a grande maioria das pessoas não tem conhecimento de que bebem um produto inferior. Acham que a brahminha já é o melhor que tem.
      Muitas pessoas “brahmeiras” que tem a oportunidade de beber algo melhor, acabam não abandonando as puro malte mais. Eu sou um exemplo.
      Tanto que várias pessoas no Brasil estão arriscando fazer sua própria cerveja em casa.
      E ficam melhores do que Ambev.

  14. Joluca disse:

    Falaram sobre o milho, mas esqueceram do arroz que também entra na composiçao. Ou melhor (quirera de arroz).

  15. Diana disse:

    Oi, Tarso! Estudo para ser cervejeira e queria esclarecer algumas coisas. Primeiro: nem todas as cervejas da ambev são feitas com adjunto, isso varia de fábrica para fábrica. Na minha, usamos só malte, há uns 20 anos usava-se um outro adjunto, o arroz, mas hoje em dia nossa cerveja é de malte puro.

    Esse problema sobre o qual você comentou é real, mas está um pouco ultrapassado. Hoje a companhia tem 8 maltarias no total, distribuídas por três países: Brasil, Uruguai e Argentina. Desse modo o know how sobre malteação já é considerado alto, o maior problema é competir com plantações de soja e cana, por exemplo. A única região que topa fazer a troca é o Rio Grande do Sul, porque a cevada é mais lucrativa que o trigo que plantam lá.

    O resumo da ópera é: assim que as maltarias conseguirem sustentar todas as fábricas os adjuntos serão extintos. A maior parte das fábricas que ainda os utilizam já fazem planos de abandonar, até porque, não sei se você sabe, mas o processo de decocção pelo qual o adjunto é mosturado separado do malte é bem mais caro devido ao custo energético (vapor, ou melhor, óleo/biomassa).

    Ah! A título de curiosidade, o “milho” que é usado na cerveja passa por um processo de tratamento tal qual a cevada para virar malte. Na cervejaria chamamos ele de grits.

    Então, se você quiser tomar uma brahma/antarctica/stella/skol/budweiser que atenda aos requisitos da lei da pureza, basta conferir as duas letrinhas que vem antes da validade, elas indicam a fábrica onde aquela cerveja foi produzida – procure por GO ou NR.

    • tarsoaraujo disse:

      Oi, Diana. Legal seu comentário.

      Mas quando você diz “sua fábrica” é uma fábrica da Ambev, certo?

      Bem, nesse caso, a informação de que nela só se produz cerveja de puro malte é contrariada pelo próprio rótulo das bebidas, que listam “cereais não maltados” entre seus ingredientes. Se por acaso tem alguma fábrica da Ambev que não usa milho na cerveja, o consumidor não tem opção de ficar escolhendo a que tem o selinho tal ou tal, porque a distribuição de cada fábrica é pré-determinada pelo fabricante, é claro.

      O resumo real da ópera é que a Ambev faz cerveja com milho, sim, e isso está inclusive declarado no rótulo, né?

      Também é estranho esse papo de que as cervejarias estão pensando em retirar o milho (gritz, como dizem na Heineken) da receita se o lobby delas no Congresso é para fazer justamente o contrário.

      Obrigado pelo esclarecimento!

      abraços,
      Tarso

      • Robson disse:

        Na realidade as cervejarias querem mudar algumas coisas na receita para competir com as cervejas especiais importadas. Itens como mel, chocolate, anis azul, dentre outros, não podem ser utilizados nas cervejas nacionais por força de lei, ou a bebida não pode ser chamada de cerveja.
        Eles querem mudar a lei para poder fazer uma cerveja mais gourmet, ao molde do que é visto fora, principalmente nos EUAs.

      • tarsoaraujo disse:

        Robson, eles estão livres para fazer cerveja gourmet. Não precisa mudar a lei. E nos EUA também tá cheio de milho na cerva.

      • jrbarbassa disse:

        Tarso, você tem total razão e a Diana está mais do que equivocada.

        Primeiro pq o milho não é malteável, o gritz tá mais pra quirela do que pra qquer outra coisa, não tem absolutamente nada a ver com o processo de malteação.

        Segundo que algumas fábricas da própria AMBEV estão começando a se preocupar com as puro malte em vista da Copa e dos gringos que virão pra cá mas em hipótese alguma vão deixar de fabricar as cervejas populares exatamente da forma como são feitas hoje. O que pode acontecer é que criem alguma divisão para fabricar apenas as puro malte, mas não se enganem, serão vendidas como “premium” e terão um alto custo embutido.

        Terceiro, espero que ela tenha usado esses falsos argumentos por desconhecimento e não por maldade, mas esse lance de “minha fábrica” e essa defesa incomum da região (que tem ótimas puro malte e obviamente não são da AMBEV) é no mínimo bem esquisita.

      • Julian disse:

        Estou completamente de acordo com Tarso.
        A informação vem nos rótulos e nas latinhas, e evidentemente existem muitas cervejas da ambev que tem ”cereais não maltados” na composição.
        É mais do que evidente o sabor de milho para um degustador médio, por exemplo nas já mencionadas brahma/antarctica/skol/budweiser. A stella é uma outra história, ela é (originalmente) premium; as demais, simplesmente não são.
        Ninguém vai tirar o milho ou o arroz da composição se estiver pensando em competitividade no mercado, pelo amor de deus, esses dois componentes são abundantes e baratos, além de que não adicionam gostos nem cheiros na cerveja. Tirá-los significa trocá-los por outros componentes misteriosos que nem quero imaginar; ou fazer cerveja Premium. E aí eu quero ver uma ”skol premium” no preço do produto atual… hahaha.

        Não tem como não existir cerveja Adjunct Lager, o problema é as empresas venderem ou publicitarem como PREMIUM.

      • tarsoaraujo disse:

        Caramba, Julian, é mesmo! Nessa lista de cervejas com “cereais não maltados” tem várias que são vendidas como premium, né?

    • Mega Therion disse:

      Viajou. Todo mundo sabe que a Ambev é a principal lobista para aumentar a quantidade de cereais não maltados da cerveja. Não existe nenhuma fábrica da Ambev que produza uma unidade sequer de Brahma, Antarctica ou Skol que sejam puro malte. Qual seria a vantagem da empresa produzir uma cerveja puro malte e não colocar isso no rótulo, nem nos ingredientes? Desculpa, mas a tentativa de defender o local onde você trabalha foi feia, e falha.

    • Fernando MDB disse:

      Engraçado que você ‘estuda’ para ser cervejeira mas não lê o ‘cereais não malteados’ do próprio rótulo.
      Ambev linha geral é tudo a mesma coisa, tem milho e muito provavelmente, seugndo
      USP e UNICAMP, tem quirera de arroz também.

    • rafael disse:

      Muito boa sua analise. Eu trabalho na ambev filial Sapucaia do sul-RS, mas já trabalhei na mataria navegantes em Porto alegre RS. O processo da maltagem e muito interessante.

  16. Fio Cavallari disse:

    Então, algumas coisas sobre seu texto:
    A Reinheitsgebot não foi criada por monges cervejeiros alemães, mas pelo Duque Wilhelm IV da Bavária. Essa lei foi criada como uma manobra econômica para evitar que produtores de cerveja utilizassem trigo ou centeio nas receitas, impactando a produção de pães. E não para evitar intoxicação por ingredientes contaminados. Talvez você esteja confundindo as histórias um pouco, pois a cerveja salvou muita gente durante a peste negra, simplesmente pelo fato de que a fervura do mosto matava a bactéria causadora da peste bubônica.

    E os mestres cervejeiros não apelam para essa mistura pela oferta de malte de cevada no Brasil ser baixa, em outros lugares do mundo onde existem maltarias gigantes como a Bélgica (com a Castle Malting) e a Alemanha (Weynermann), também produzem cervejas com milho ou arroz para baratear a produção. A Stella Artois, depois que virou AmBev é uma adjunct lager como a Brahma, por exemplo. Mas realmente a oferta de malte no Brasil é bem mais baixa que necessário para produzirmos cervejas puro malte ao invés de Adjunct Lagers.

    E cerveja de milho é tão cerveja quanto uma Rye IPA ou Oatmeal stout, que são muito fodas e não usam 100% malte de cevada.

    • tarsoaraujo disse:

      Ei, Fio, excelente comentário. Obrigado pelo ajuste no contexto histórico! Você tem a fonte? Eu tirei a minha Alcohol, livro do Grifith Edwards.
      Sobre a questão do motivo da mistura: estamos falando a mesma coisa! Elas fazem com milho para baratear, e o milho só é mais barato porque o malte aqui é escasso, logo caro. Né?
      Bem, ok que cerveja com milho é cerveja igual – ainda que não tradicional. Afinal, cerveja de trigo não é menos cerveja por ter trigo. E a Budweiser gaba-se de ter arroz (transgênico, nos EUA) na fórmula. Mas fica no ar um cheiro de enganação, penso eu. Aquele “contém cereal não maltado” no verso, minúsculo, não conta.
      Bem, mas já que o papo está legal, explica melhor pra turma aqui o que é uma adjunct lager!
      Valeu!!

      • Julian disse:

        É que em certo sentido, as cervejas LAGER industrializadas que usam adjuntos como arroz ou milho são a ”decadência” do estilo LAGER. São um reflexo do capitalismo, semelhante aos sucos em pó. Você está bebendo um produto com um nome, gosto e cheiro conhecido, mas que pouco/nada representa o que deveria ser.
        É triste saber que muitas pessoas bebem um produto tipo skol/babaria/kaiser/skin/itaipava, entre outras, e que é isso o que eles têm na cabeça como conceito de ”cerveja”.

    • Fabio Britto disse:

      Uma Rye IPA é 100% malte, mas mistura cevada e centeio. Já a Oatmeal Stout utiliza aveia em flocos (que é não maltada), mas é algo em torno de 10% da receita, quando muito. É algo beeem diferente de socar 45% de milho numa cerveja, o que dirá 50% como querem as macros.
      Quanto a estar faltando cervejas na lista de puro malte, faz favor, né? Eles listaram as que eles testaram. Existem milhares de cervejas artesanais no Brasil todo que são puro malte, mas se eles fossem testar todas essa pesquisa não acabava mais.
      Ah, e a Budweiser é o maior estelionato cervejeiro que existe. Vendem cerveja padrão (com milho, arroz e que tais) mas cobram preço de puro malte premium.

  17. Marcio disse:

    Duas observações sobre o texto:

    “A cerveja é a bebida mais antiga que a humanidade produziu. E ela sempre foi feita de cevada, primeiro cereal que o homem plantou e colheu.”

    Errado. As evidências químicas mais antigas de bebidas fermentadas, encontradas no sítio arqueológico de Jiahu, na China, revelam uma espécie de cerveja/vinho à base de arroz e uvas.

    Ainda assim, o mais provável é que as primeiras bebidas tenham sido de mel ou de frutas, cuja fermentação é muito mais simples e natural do que a do grão, que exige normalmente um processo complexo para a quebra do amido em açúcares fermentáveis. De qualquer forma, sobre a primeira bebida descoberta pelo ser humano não é possível afirmar nada categoricamente, pois não existem registros nem recipientes remanescentes deste período para sustentar as hipóteses.

    “Na era medieval, a Europa começou a ter problema de intoxicação por causa de cervejas feitas com ingredientes duvidosos e monges alemães que fabricavam cerveja baixaram um decreto com os ingredientes essenciais e obrigatórios da cerveja – e lá estava o malte de cevada como único grão aceito”

    O decreto limitando os ingredientes da cerveja, que modernamente recebeu o nome de “Reinheitsgebot” é de 1516, e foi promulgado pelo duque Guilherme IV, da Baviera. A motivação do decreto também não é consenso entre os historiadores do período. Tanto que a maior parte do texto, que não possui nenhum trecho abordando as justificativas, trata de fixação de preços, não dos ingredientes ou métodos para se fazer cerveja.

    • tarsoaraujo disse:

      Oi, Marcio. Como você bem disse, a bebida chinesa, dona do registro arqueológico mais antigo é uma cerveja/vinho. Fica complicado, no caso dessas bebidas muito primitivas, distinguir os dois, já que o processo de fabricação varia muito e cada comunidade pré-história fazia a fermentação com o cereal ou fruta que tinha em maior abundância.
      Embora seja (ainda) impossível cravar se o primeiro fermentado usou cevada, os antropólogos e arqueólogos desconfiam que tenha sido este o caso justamente porque esse foi o primeiro cereal cultivado pelo homem, e portanto o primeiro que houve em abundância nas mãos de uma mesma civilização. Fato é que, logo por volta de 4 mil a.C. vinho (de uva) e cerveja (de cevada) já eram os fermentados mais populares – fabricados pelo homem, encontrados por aí em frutinhas caídas não vale. 😉
      Outra curiosidade: a primeira receita culinária já encontrada pela arqueologia ensina a fazer cerveja, com malte de cevada. Dá uma lida sobre isso no Almanaque! =)
      Ah, e obrigado pela correção sobre o Reinheitsgebot, o Fio já tinha observado o mesmo!! 😉
      abraço e muito obrigado!!

  18. Zutto disse:

    a cerveja Sul Americana se diz puro malte, alguem sabe se é mesmo?

  19. Alberto disse:

    Faltou citar a Sulamericana na lista de puro malte. E ela também está com um preço relativamente acessível.

  20. Pingback: Cerveja brasileira é feita de milho ...

  21. Claudio disse:

    A Backer de Belo Horizonte tem ótimas cervejas, com destaque para a Medieval. Outras são Pilsen, Pale Ale e Trigo. Excelentes. São encontradas em Supermercados de BH, como Mart Plus, Nosso Pão. Preço médio de 7,00 reais.

  22. Fred disse:

    Backer também entra nessa lista de cerveja pura!

  23. Paola disse:

    Tarso, também existe a cervejaria Burgman, do interior de São Paulo. Das nacionais, é uma das que eu mais gosto! Abs

  24. Roberto Wagner Amaral Gomes disse:

    O Brasil esta igual a Guatemala , o milho é a principal fonte de alimentação dos descendentes dos Maias ! Essa pesquisa confirma essa mistura na cerveja , substituindo a cevada maltada na cerveja . Na produção do café também esta presente esta alquimia , usando o milho !

  25. Murilo Garcia disse:

    As cervejas Invicta também deveriam estar na lista, são artesanais assim como a Colorado, da mesma cidade e não possui a milharada na garrafa.

  26. Eri disse:

    Vale ressaltar, que a Heineken compro a Kaiser, portanto, a Kaiser é uma boa pedida também!

  27. guibarros disse:

    Essas cervejas realmente não são cervejas para serem apreciadas e sim para refrescar em um boteco, quem realmente gosta de cerveja a ponto de se importar com isso costuma aprecisar uma boa cerveja artesanal, e não essas cervejinhas, se é que podemos considera-las cervejas.

  28. Maria Tereza disse:

    Para usar milho e produzir o volume de cerveja que as grandes marcas fazem, provavelmente eles devem usar milho transgênico. Vale uma apuração sobre isso e se for o caso, exigir que as cervejas sejam rotuladas com o “T” símbolo da transgenia.

  29. Mega Therion disse:

    “As que não estão na lista são fermentadas com 45% milho, no lugar da cevada”.
    Informação incorreta. Faltam MUITAS outras marcas de cerveja que não possuem milho em sua composição. Todas as micro cervejarias brasileiras, como Duas Cabeças, Invicta, Urbana, entre muitas outras, também produzem cerveja de qualidade.

  30. ~{ Nay }~ disse:

    E a Brahma? Não tá na lista de Milho, nem na de Cevada.

  31. eduarda disse:

    E a Polar e a Província, cervejas gaúchas

  32. Emmanuel disse:

    Falta algumas aí na lista das feitas com puro malte de cevada, tenho certeza que marcas como Coruja, Saint Bier, Opa Bier e muitas outras cervejas “artesanais” entram aí – e estão na mesma faixa de preço, tem a mesma ou maior qualidade e são tão quanto ou mais conhecidas.

  33. adreson disse:

    Dúvida: a Heineken da lista é a fabricada no Brasil?

  34. Sementes disse:

    A cerveja é cara pois é taxada bem acima dos padrões. Até a 2 anos atrás o valor era menor que a 5 por ganhos de produtividade no setor. E é claro por aumento na quantidade do milho. rs

  35. Thiago disse:

    Na verdade a matéria comete duas impropriedades: a) dá a impressão que a cerveja puro malte é superior; e b) lista como puro malte as Colorado Appia e Cauim.
    Cerveja puro malte não é necessariamente melhor que as demais, o que deve ser levado em consideração é a utilização dos demais adjuntos, se os mesmo visam a melhoria da qualidade, podem trazer um resultado superior.
    É o caso das cervejas que listei acima, que não seguem a Reinheitsgebot (lei de pureza alemã), uma vez que têm dentre os seus ingredientes mel e mandioca, respectivamente, e, ainda sim, são ótimas cervejas.
    Além disso, a lista deixa de fora uma imensa quantidade de cervejas que realmente são puro malte, destaque para as Bierland, maior expoente da escola alemã de pureza no Brasil.
    O que tem que ser considerado abominável, e que acredito ser o real intuito do texto, é a utilização de insumos de baixa qualidade, visando reduzir preço final e aumentar as vendas, retirando do produto características apreciáveis.

  36. Nilson Cesar disse:

    Todo mundo mete pau na ambev porque não tem o dinheiro deles..
    Grande parte dos micro cervejeiros do país, os que já tem um nome se estabelecendo nas rodas de apreciadores são de ex- ambevistas e os que não são pensam igual: dinheiro!!

  37. Ronaldo disse:

    Muito boa a reportagem.
    A cerveja polar também é suco de milho?

  38. SIDNEY disse:

    EU BEBO MUITO POUCO , MAS PERCEBI QUE O GOSTO HAVIA MUDADO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS , AS CERVEJAS DE HOJE EM DIA – COMO A SKOL – NEM MAIS POSSUEM CHEIRO . EU TINHA UM BAR NOS ANOS 90 E A CERVEJA MAIS BARATA ERA MAIS SABOROSA DO QUE AS MAIS POPULARES DE HOJE EM DIA . NUNCA IMAGINEI QUE FOSSE O MILHO .

  39. Além do milho, existe também arroz e repolho. Eu mesmo já peguei grãos hiperhidratados de arroz dentro de 2 latinhas de Skol vindas de um mesmo pack. Cairam no copo e achei que estava sujo, olhei com atenção e vi vários caindo no copo vindos de dentro da lata. Uma vergonha. Por isso que eles recomendam: Beba BEM gelada (pra não sentir o gosto azedo). Além disso, vc sabe que quando vai no banheiro no dia seguinte a realidade da cerveja ruim é CRUEL! HAuehueae

  40. Isso aí é CAUIM!
    🙂
    A solução é trocar a quantidade pela qualidade!

  41. Mas de fato, como o Tarso disse, “cerveja com milho é cerveja igual – ainda que não tradicional. Afinal, cerveja de trigo não é menos cerveja por ter trigo.”

  42. Cerveja boa é no Isopor do Alvinho !!! 12 982321075

  43. le riu disse:

    bohemia tambem eh tem 45% ?

  44. Carolina disse:

    “Já se sabe dessa malandragem pelo menos desde o ano passado”
    opa! peraí! malandragem??? nananinanão. como o próprio texto diz as cervejarias usam o máximo permitido por legislação, então não é malandragem! e as empresas não escondem isso, o rótulo mesmo diz que contém “cereais não maltados”. eu mesma visitei três grandes cervejarias no ano passado, Heineken, Ambev e Schin (e algumas outras menores) e em todas foi falado que se usa o milho (eles chamam de gritz de milho) (no caso da Heineken lembrando que ela não produz somente a cerveja Heineken).
    entendo o objetivo de alertar o consumidor sobre isso, mas discordo muito quando você coloca que as cervejarias “enganam” seus consumidores. nenhuma delas anuncia os produtos como “puro malte”. o consumidor que desejar esse produto deve procurar ler o rótulo e provavelmente irá pagar bem mais caro por uma cerveja assim.

    • tarsoaraujo disse:

      Oi, Carolina.
      Olha, na minha humilde opinião isso é tanta enganação quando anúncio do tamanho de uma página vender carro pela metade do preço e escrever bem pequeno no rodapé: “promoção válida até quanto durar o estoque de uma unidade”. Ou é tanta enganação quanto mudar o tamanho do pote de requeijão de 250 gramas para 200 gramas, manter o preço e avisar bem pequenininho: “Nova embalagem, com 20% menos de requeijão”.
      Diz aí, quantas pessoas você acha que leem aquelas letrinhas minúsculas e no verso, para saber que a cerveja com uma cevada bem grande desenhada no rótulo leva metade de “cereais não maltados”, que eles nem assim vão imaginar que é milho?
      A garrafa é marrom, mas o rótulo pode ser transparente.
      Você trabalha na Ambev?
      abraço!

      • Carolina disse:

        Bom, discordo um pouco de você, pois as situações são diferentes. No caso da cerveja trata-se da formulação do produto que está de acordo com a legislação. Cabe ao consumidor conhecer o produto que está consumindo. Alguns outros exemplos: requeijão com amido de milho, suco em pó de frutas com quase nada de frutas, achocolatado em pó com mais açúcar do que cacau…todos esses poderiam espantar o consumidor desavisado, mas trata-se apenas da formulação que está de acordo com a legislação. Eu acho que as pessoas tem sim que ter mais interesse em ler os rótulos pois somente dessa forma que se pode escolher o produto da qualidade desejada e não comprar uma coisa achando que está comprando outra. Talvez se a população tivesse esse hábito e fosse mais exigente as indústrias não abusariam tanto desses limites permitidos e os produtos tivesse uma qualidade melhor.
        Não trabalho na Ambev e em nenhuma indústrias de bebidas.

  45. Vinícius disse:

    Quer dizer que monges alemães baixaram o decreto da utilização só do malte?? A Reinheitgebot foi decretada pelo Duque da Baviera. Não por monges.

    “Os mestres cervejeiros daqui apelam para essa mistura porque a produção de cevada brasileira é pequena, e nosso know how sobre o processo de maltagem é baixo. Então praticamente todo malte usado em nossas cervejas é importado e, logo, caro.” – Malte pilsen usado no Brasil é em grande parte produzido pela maltaria Agraria, mas concordo que maltes da Argentina tb são utilizados por muitos. Já maltes especiais/modificados são sim em sua totalidade importados, pois nenhuma maltaria nacional produz malte Pale Ale, Munich, e etc..

    • tarsoaraujo disse:

      Caro, o Duque baixou decreto, mas quem fazia a cerveja eram os monges, né? Mas eu escrevi “baixou o decreto”, então tá certo hehehe
      E no seu segundo parágrafo concordamos, né? O Brasil faz, mas faz pouco, quase tudo vem da Argentina ou das’oropa. Isso foi o que me disseram na fábrica da Heineken. 😉

  46. leovictorio disse:

    Muito legal o assunto. Relamente tem muita cerveja por aí que é milho puro, mas devo ressaltar que a Heineken é uma cerveja holandesa.

    Abs.

  47. Nilson Cesar disse:

    não vai publicar meu comentário acima ?
    Copio e colo e publico em muitos locais…qual é?

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